@PHDTHESIS{ 2022:1306500556, title = {?? para conter os pretos?: debates e narrativas sobre a quest?o do elemento servil no Imp?rio do Brasil, 1865-1908}, year = {2022}, url = "https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/6752", abstract = "O prop?sito desta pesquisa ? entender, o modo como a elite imperial tentou solucionar a quest?o servil a partir da articula??o e elabora??o de um projeto de emancipa??o que garantisse a manuten??o dos seus privil?gios e determinasse o destino da gente negra emancipada, fosse nos embates pol?ticos, ou nas narrativas elaboradas fora dos espa?os institucionais. Alinhar emancipa??o, manuten??o de privil?gios e ordenamento social parece ter sido o centro dos debates e das propostas que resultaram na lei de 28 de setembro de 1871. As narrativas sobre a emancipa??o e as possibilidades de reinven??o da ordem social foram diversas e muitas as cenas que resultaram na aboli??o. Os debates acerca da condu??o da lei do Ventre Livre saltaram os muros do parlamento e acessaram os tribunais, as ruas, as casas, a imprensa e a literatura. Homens e mulheres sentiram que tinham algo a dizer e assim o fizeram, articulando- se para que suas ideias, projetos e inten??es fossem conhecidos e, qui??, pudessem interferir, influenciar ou manipular o projeto pol?tico institucional. Esta tese busca percorrer parte do trajeto entre a discuss?o sobre a elabora??o da lei e sua promulga??o, adentrando, inclusive, as vielas e os becos dessas narrativas: os escritos que indicam o quanto a ideia de uma emancipa??o perturbou o imagin?rio social dos apoiadores da escravid?o (propriet?rios de terras e de escravizados, em sua maioria) e a sua sanha de poder e garantia de manuten??o dos privil?gios pautados na estrutura escravista. Para isso, a pesquisa que apresento foi se costurando a partir da apresenta??o ao Parlamento de projetos de emancipa??o em 1865, da inquieta??o gerada com a proposta oficial de emancipa??o lan?ada por D. Pedro II e da ambiguidade entre o inc?modo de ser o ?ltimo pa?s escravista nas Am?ricas e a resist?ncia em efetivar a aboli??o. Nesta perspectiva, defendi nas linhas que seguem a premissa de que o debate em torno da emancipa??o foi pensado de forma a garantir a manuten??o dos privil?gios sociais e econ?micos da elite propriet?ria e do controle social sobre libertos e ing?nuos atrav?s da legisla??o, alicer?ados na mentalidade que formalizou o racismo como elemento estrutural da sociedade brasileira. Se a elite pol?tica imperial discutiu, narrou e questionou-se sobre os caminhos para emancipa??o do ventre da mulher escravizada, durante os anos que antecederam a efetiva??o do projeto paulatino de emancipa??o, tamb?m discutiu, narrou e questionou-se sobre a aboli??o e seus efeitos, a ponto de forjar de uma mem?ria hist?rica desse per?odo pautada no discurso de glorifica??o de seus feitos.", publisher = {Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro}, scholl = {Programa de P?s-Gradua??o em Hist?ria}, note = {Instituto de Ci?ncias Humanas e Sociais} }