@PHDTHESIS{ 2014:1877918733, title = {Exposição gestacional aguda ao etanol em ratos wistar: alterações comportamentais e hidroeletrolíticas}, year = {2014}, url = "https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/2868", abstract = "O consumo gestacional agudo de etanol pode promover distúrbios contundentes na estruturação de vários sistemas de neurotransmissores, acarrentando alterações funcionais que persistem por toda vida do indivíduo. No presente trabalho avaliamos a influência pré-natal aguda do etanol na regulação hidroeletrolítica e em diferentes respostas comportamentais e ontogênicas ligadas ao sistema serotoninérgico cerebral. A regulação hidroeletrolítica é fundamental para o desenvolvimento de vários processos bioquímicos relacionados à manutenção da vida, e um dos principais mecanismos adaptativos envolvidos com a conquista do ambiente terrestre. O sistema serotoninérgico cerebral possui papel crítico na manutenção da homeostase hidroeletrolítica, particularmente no comportamento de saciedade ao sódio. Efetivamente o padrão de atividade serotoninérgica pode ser criticamente afetado por xenobióticos durante a neurogênese embrionária. A administração de etanol durante a gestação pode reduzir a síntese de serotonina e a expressão da enzima Triptofano Hidroxilase no Núcleo Dorsal da Rafe de ratos. Embora já demonstrado que a exposição gestacional ao etanol gera prejuízos sobre os circuitos serotoninérgicos, não havia até então dados reportando a influência de tal exposição sobre os mecanismos de regulação hidroeletrolítica, especialmente tratamentos agudos, que possuem aspecto translacional mais tangível. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo perquirir o espectro das possíveis alterações desencadeadas pela exposição pré-natal aguda ao etanol sobre o apetite ao sódio e outros parâmetros implicados no controle hidroeletrolítico, e também sobre outras respostas comportamentais. Para tanto, no 14º dia de gestação ratas gestantes foram tratadas com solução de etanol (20% em solução fisiológica, 3g/Kg i.p.). Aos noventa dias de vida, grupos de no mínimo 10 indivíduos provenientes de diferentes ninhadas foram aleatoriamente separados para proceder as manipulações experimentais. Nesta idade a ingestão acumulativa de sódio e água foi mensurada após quatro dias de dieta pobre em sódio seguida de administração de furosemida (10 mg/kg s.c.) e captopril (5 mg/kg s.c.). Neste mesmo paradigma experimental, também avaliamos a evolução do peso corporal, a pressão sistólica, o ritmo de filtração glomerular, a concentração urinária e plasmática de sódio, e ainda o hematócrito dos grupos testados. O grupo etanol apresentou maior ingestão acumulativa de sódio, mas não apresentou diferenças significativas nos outros parâmetros descritos. Também investigamos a ativação neuronial (por meio de imunoreatividade a proteína Fos) das principais áreas encefálicas envolvidas no controle da ingestão salina. Durante a fase de consumo houve maior número de células Fos-ir no OVLT e SFO, sem diferença no MnPO e menor imuno reatividade no SON, PVN (PaML, PaMM, PaPo) e no DRN, indicando menor reatividade destas áreas após a ingestão de salina. Também evidenciamos que os animais do grupo etanol apresentaram comportamento relacionado à ansiedade e défict na consolidação e evocação da memória. Entretanto o tratamento com etanol não acarreta déficits sensoriais, prejuízos na coordenação motora e no desenvolvimento ponderal, bem como não gera anedonia sob condições basais. Nossos dados permitem concluir que a exposição pré-natal aguda ao etanol induz distúrbios na geração do comportamento de saciedade ao sódio, comportamento relacionado à ansiedade e distúrbios nos mecanismos de memória.", publisher = {Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro}, scholl = {Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas}, note = {Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde} }