@PHDTHESIS{ 2015:505397761, title = {Caracteriza??o do metabolismo aer?bio e anaer?bio de Biomphalaria glabrata (Say, 1818) experimentalmente infectada por Echinostoma paraensei (Lie e Basch, 1967)}, year = {2015}, url = "https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/1711", abstract = "Parasitos pertencentes ao g?nero Echinostoma caracterizam por apresentar um ciclo biol?gico complexo, com dois hospedeiros intermedi?rios e s?tio final de infec??o restrito ao l?men intestinal de seus hospedeiros definitivos. Estes hospedeiros s?o representados principalmente por aves aqu?ticas e semi-aqu?ticas, mam?feros, incluindo o homem, e ocasionalmente algumas esp?cies de r?pteis e peixes. Possuem como primeiros hospedeiros intermedi?rios moluscos l?mnicos, onde os mirac?dios penetram ativamente e desenvolvem at? os est?gios de esporocistos, r?dias e cerc?rias. Por sua vez, crust?ceos, anf?bios, peixes e moluscos l?mnicos atuam como segundos hospedeiros intermedi?rios onde ocorre a forma??o de metacerc?rias, est?gios infectantes ao hospedeiro definitivo. Neste estudo, Biomphalaria glabrata foi experimentalmente infectada com diferentes doses miracidiais (5 ou 50) de E. paraensei. Os moluscos foram dissecados ap?s uma, duas, tr?s e quatro semanas de infec??o para a coleta da hemolinfa e tecidos (complexo g?nada-gl?ndula digestiva- GGD e massa cefalopediosa). Na hemolinfa foram quantificadas as concentra??es de glicose e de ?cidos carbox?licos (succ?nico, pir?vico, l?tico e ox?lico), bem como a atividade da lactato desidrogenase (LDH). Nos tecidos de estocagem foram mensurados os conte?dos de glicog?nio e consumo de oxig?nio (O2). Altera??es foram observadas na glicemia dos moluscos, em ambas as situa??es de parasitismo, com significativo aumento dos n?veis de glicose verificado a partir da terceira semana de infec??o quando comparado ao grupo controle. Mudan?as foram tamb?m descritas em rela??o ? atividade da lactato desidrogenase, sendo caracterizadas pelo aumento de sua atividade nos per?odos mais tardios da infec??o. Em paralelo, verificou-se um decr?scimo nos conte?dos de glicog?nio em tecidos de armazenamento, sendo tal redu??o maior na gl?ndula digestiva (s?tio de desenvolvimento larval), em compara??o ? massa cefalopediosa. A infec??o por ambas as doses miracidiais ainda resultou em um aumento dos n?veis de ?cidos ox?lico e l?tico, bem como em um decl?nio nos conte?dos de ?cidos pir?vico e succ?nico em B. glabrata. Significativa supress?o no estado fosforilativo (estado 3 respirat?rio) e no consumo basal de oxig?nio (estado 1 e 2) em B. glabrata infectada por E. paraensei foi demonstrada, indicando que a infec??o por este equinostomat?deo diminui a capacidade do hospedeiro intermedi?rio em realizar rea??es oxidativas aer?bias. Varia??es relevantes relacionadas ao estado mitocondrial desacoplado (estado 3u) de B. glabrata infectada por tal tremat?deo foram tamb?m descritas. Tais resultados demonstram redu??o na taxa de descarboxila??o oxidativa das rea??es que integram o ciclo do ?cido tricarbox?lico e acelera??o do processo de degrada??o anaer?bia de carboidratos nos moluscos infectados, atrav?s da fermenta??o l?tica, essencial para garantir a obten??o de energia e o sucesso da infec??o. Assim, os resultados observados neste estudo demonstram que a infec??o com cinco ou 50 mirac?dios de E. paraensei provocou consider?veis altera??es metab?licas em B. glabrata, sendo que os moluscos expostos a maior carga miracidial apresentaram os maiores danos, caracterizando uma resposta dosedependente.", publisher = {Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro}, scholl = {Programa de P?s-Gradua??o em Ci?ncias Veterin?rias}, note = {Instituto de Veterin?ria} }